Incomunicar, as vezes, jaz a intenção do Verbo.
Se não para comunicar, confundir com certeza.
E nas entrelinhas das palavras ditas, uma verdade não falada, uma voz que não se escuta.
Ao pensar saber tudo porque se ouviu, "a verdade" se diverte no empobrecer da linguagem tão limitada quando se trata de desejos, de dor, de sentimentos...
Subjacente ao Verbo, as coisas caladas se denunciam num olhar, num gesto, no embravecer de uma afirmação, no comunicar de uma fala racional, elaborada, tão impregnada de razoes justificadas que acordam com o sujeito um tratado de paz.
Por um instante se pensa estar seguro e guardado, tudo em paz...
Todavia, o caos das "verdades" prensadas num discurso "arrumado" fazem suas fendas, abrem sempre, de alguma forma, seus furos, as vezes, na própria linguagem e nessa linha tenue a verdade velada vai aos poucos mostrando sua cara, se não por palavras, por ato.
Roseane Farias
sexta-feira, 7 de maio de 2010
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Roseane, tecedora de retórica, o que importa é se expressar (sorrio)
ResponderExcluirTenha uma boa semana.
Abraço do Jefhcardoso!
http://jefhcardoso.blogspot.com