A trajetória é intrigante! Mas quem nunca ouviu falar na assertiva: "a vida é uma roda gigante".
Num breve pecorrido histórico, veremos que a dominação masculina ganha força quando os homens se surpreendem com certa descoberta excitante: seu papel na reprodução. Até então os homens eram meros objetos. Mas de objetos a sujeitos, o salto foi desmedido.
Agora eles passam a determinar a ordem das coisas, o discurso muda a direção. Os homens são os grandes dominadores das mulheres. A reprodução e a sexualidade feminina ficam dependentes da volição masculina.
Mas se na vida nada é tão absolutamente incontestável, o movimento feminista faz sua aparição para tentar destituir os "fortes" - os fálicos - de seu pedestal.
A luta foi tão inflamada que irrefletidamente o movimento se configura mais contra os homens do que a favor das mulheres. É o sempre atual axioma da inversão de posições, deixar de ser oprimido para ser opressor.
Nesse contexto, as mulheres assumem papéis masculinos, passam a exercer profissões, anteriormente, de exclusividade masculina.
A crise começa a ser instalada. É o falacioso poder masculino posto à prova.
E quando da situação, eles parecem se tornar indispensáveis, será?
Os homens perdem sua contribuição pontual, outrora obrigatória em nossa civilização androcêntrica.
Nos dias atuais, com a revolução tecnólogica no campo das ciências biológicas, da genética, da reprodução, o papel pontual do homem ganha caráter indispensável. Será?
Estamos caminhando para as relações sintéticas, hermafroditas? A alteridade perdeu o sabor?
Bem, nesse emaranhado de artificialidade, de negações desnecessárias, feliz é o comentário da escritora inglesa em seu artigo irônico no diário The Guardian, onde postula que apesar de tudo não se pode viver sem eles, destarte pede que eles fiquem. “Fiquem, homens, fiquem”.
Estou com ela!
Roseane Farias
Fiquem, homens, fiquem.
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