
Enquanto o "mundo inteiro" discursa o mascarado, eu fico com a verdade.
Sem querer entrar nos méritos do que é a verdade ou o que ela significa ou ainda se ela realmente existe, dizer a verdade não é algo mais que se incite a fazer no nosso mundinho contemporâneo. O ato de falar a verdade não combina com esse nosso novo contexto "moderno", líquido (como diria Bauman), plástico, principalmente porque verdades implicam compromissos, vínculos, afetos, transparência, autenticidade... Bem, "deixa para lá" diriam algumas pessoas, afinal comportar tudo isso ai exige esforço demais!
Mas eu continuo com a verdade!
É fácil omitir o que penso, o que sinto... É simples usar a máscara! Tirá-la é dispêndio demais! Lucra-se mais com o velado, o superego ajuda.
Se esconder por trás de discursos autosuficientes e encharcados de hipocrisias imprime a falsa sensação de bem estar, mas a verdade (olha ela aqui) é bem diferente. Só o sujeito que enuncia o seu discurso (que não é bem seu) sabe o que lhe custa proferí-lo. É a famosa luta entre as pulsões de vida e de morte proferidas por Freud, sendo assim, eu entendo...
O conflito está em toda parte e na contemporaneidade conflitos são o que não faltam! Por isso que afirmo: felizes são os loucos (se é que eles existem) que comportam estranhos poderes, como dizia Foucault, de dizer uma verdade escondida, como eu diria uma verdade tamponada! Sendo assim, eu fico com eles!
Roseane Farias
Minha cara Roseane, a verdade é que a "verdade" custa caro, e o preço da omissão e da renúncia à própria autenticidade pode ser parcelada em suaves e infelizes prestações para toda a vida!
ResponderExcluirAdorei o seu texto...
Hello Rô, beautiful text!
ResponderExcluirEis a Questão: Verdade ou Não Verdade?! Os humanos vivem negando a Verdade para justificar suas indecorosas degenerações de caráter. Cada vez mais, os traços psicológicos dos humanos (aí é com você) não congregam a Verdade, mas dissociam-se velozmente dela. Aonde chegamos? Humanos enganos, vitimando "quantos", gerando cancros, apodrecendo "tantos" com intenso ranço! Que mundo é este?